Equus, o filme
Equus, onde Dan Radcliffe participa, não é recente. Ela já havia virado filme em 1977, e também casuou polêmica.

diretor: Sidney Lumet
duração: 137 min
distribuidora: PlayArte
atores : Richard Burton, Peter Firth, Colin Blakely, Joan Plowright, Harry Andrews, Eileen Atkins, Jenny Agutter,

sinopse
O normal e o incomum, o bizarro e o conservador, a paixão e a indiferença. São essas as dualidades representadas de maneira simbólica em Equus, filme baseado na peça de Peter Shaffer (também responsável pelo excelente roteiro), que acende a discussão quase indecifrável acerca do comportamento primitivo do homem, fundamentado em uma só palavra: adoração.

Sidney Lumet conta a história de uma rapaz de 17 anos que, atormentado por um estranho Deus chamado Equus (palavra latina que significa "cavalo"), cega 6 cavalos em uma noite perturbadora. A partir das sessões de análise com um renomado psiquiatra, Dr. Dysart, as facetas e as origens desse estranho espisódio vão sendo relevadas aos poucos. O que se seguem são fatos envoltos de mistérios e mensagens truncadas, os quais apenas o inconsciente é capaz de compreender.

Por esses esconderijos intangíveis da alma humana quem nos conduz é Dr. Dysart (vivido pelo impecável Burton), o narrador-personagem que dialoga energicamente com o público e desnuda os sentimentos de seu paciente e os seus, como se quisesse expiar os próprios pecados cometidos perante o olhar de reprovação e fúria de um Deus, seja ele qual for. Curiosamente, Dr. Dysart e o rapaz são dois lados da mesma moeda, pois ambos vivem uma relação delicada com seu Deus, mas apenas o garoto é capaz de assumir a sua devoção e encarar os riscos de sua escolha.

Após um intenso conflito, Dr. Dysart descobre que a neurose do rapaz sustenta-se no seu desenfreado sentimento de adoração. Uma adoração que o leva ao êxtase, embora seja impregnada de culpa e arrependimento, pois tanta devoção é dedicada a um Deus não-misericordioso, um Deus que observa cada passo de seus filhos, um Deus que julga, castiga e faz sofrer, um Deus representado pela força, exuberância e passividade de um cavalo: o Deus Equus.

Por causa dessas constatações, Equus é do ínicio ao fim uma experiência pungente e dolorosa, pois vê-se que não é apenas aquele rapaz o objeto da análise do Dr. Dysart, mas sim toda a Humanidade, que está desde os primórdios dividida entre o Totem e o Tabu, ou seja, entre a adoração e a privação.
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